terça-feira, 19 de setembro de 2017

DULCÍDIO FERNANDES

DULCÍDIO FERNANDES - Curva de rio - Óleo sobre tela
Prêmio aquisitivo no Salão de Belas Artes de Piracicaba, 2017


Uma das características dos salões de arte é divulgar novos nomes para o mercado. Artistas com talento reconhecido apenas a nível regional, e que, graças a uma divulgação em maior proporção e também com o reconhecimento de uma equipe técnica especializada, tornam-se conhecidos de um público bem mais amplo. E isso, o Salão de Belas Artes de Piracicaba/SP tem feito com muita eficiência, desde a sua primeira edição, realizada em 1953. No ano de 2016, conheci o artista Dulcídio Fernandes, por ocasião do Salão de Belas Artes. De fala amigável e fácil, também me surpreendeu a qualidade de um artista em desenvolvimento constante e sempre se empolgando com seu trabalho.

DULCÍDIO FERNANDES - Entardecer - Óleo sobre tela

DULCÍDIO FERNANDES - Paisagem com ipê amarelo - Óleo sobre tela

Nesse ano, ele foi mais uma vez prestigiado com o prêmio de aquisição (primeira imagem da matéria), comprovando assim que é um artista fiel às suas propostas e que tem tido o seu reconhecimento graças a isso. Esse ano não pude participar e não tive a oportunidade de revê-lo por lá. Mas, achei mais que oportuno o momento de estar fazendo uma matéria com esse artista paranaense, nascido na cidade de Curitiba, no ano de 1972.

DULCÍDIO FERNANDES - Serras do Paraná - Óleo sobre tela - 50 x 70

DULCÍDIO FERNANDES - Araucária - Óleo sobre tela

A narrativa que se segue foi feita pelo próprio artista, e acho muito pertinente mantê-la em sua íntegra:
“Comecei a pintar aos 14 anos, incentivado por meu pai Plinio Fernandes que foi também incentivado por meu avô, Dulcidio Rodrigues Fernandes, desenhista e retratista. Infelizmente não cheguei a conhecer esse meu avô, pois faleceu 5 dias antes do meu nascimento.

DULCÍDIO FERNANDES - Itaimbezinho - Óleo sobre tela - 60 x 90
Menção honrosa no Salão de Belas Artes de Piracicaba, 2016

DULCÍDIO FERNANDES - Hora do lanche - Óleo sobre tela

Meu pai foi o grande mestre pra mim, no aprendizado das artes. Ele vendia quadros na feira do Largo da Ordem aos domingos, em Curitiba, na década de 80. Dizia que se eu quisesse aprender, que ficasse observando como ele fazia e assim eu ficava por horas vendo todo o processo da sua pintura. Mas, não demorou e logo comecei a desenhar, pois meu pai falava que antes de começar a pintar era preciso aprender a desenhar. E foi o que fiz! Logo em seguida, comecei a fazer algumas pinturas e fui desenvolvendo o trabalho com a ajuda dele. Depois de um tempo, coloquei alguns quadros meus para vender na feira e tive a grata surpresa de vender logo de primeira um dos meus trabalhos, o que me serviu de incentivo a continuar. Eu frequentava a feira e tinha um cavalete com meus trabalhos no mesmo espaço de meu pai e conheci muitos artistas que me incentivavam e também me davam dicas sobre materiais e tintas.

DULCÍDIO FERNANDES - No galinheiro - Óleo sobre tela

DULCÍDIO FERNANDES - Paisagem do Paraná - Óleo sobre tela

Em 1988, meu pai veio a falecer de um AVC. Eu, com 16 anos, continuei na feira com os meus trabalhos e foi muito gratificante, pois foi uma época ótima para os artistas. Depois de alguns anos, as vendas reduziram e tive que deixar o espaço e procurar um emprego formal. De 1994 a 2004, fiquei um pouco afastado da pintura, não totalmente. Sempre que podia, fazia alguma coisa, mas não pude me dedicar totalmente como queria. Em 2006, voltei a pintar com mais intensidade, estudando mais, lendo sobre outros artistas e quando surgiu a internet, meus trabalhos melhoraram muito, pois era possível ver um pouco mais, os trabalhos dos artistas que admirava.

DULCÍDIO FERNANDES - Araucária com ipê amarelo - Óleo sobre tela

Atualmente moro em Curitiba e desenvolvo meu trabalho diariamente com muitos estudos ao ar livre e com referências de alguns mestres que admiro, como Alexandre Reider (com quem fiz alguns workshops), Arthur Nisio (grande mestre paranaense), Luiz Pinto e os artistas internacionais, Bill Anton, Scott Christensen e Richard Schmid. Ainda não vivo exclusivamente da arte, tenho outra atividade paralela que infelizmente não me deixa o tempo que gostaria para poder me dedicar mais a pintura. Dou aulas de pintura uma vez por semana, para poder passar meu conhecimento a outras pessoas.

DULCÍDIO FERNANDES - Araucárias ao amanhecer - Óleo sobre tela

O estilo que mais gosto é esta pintura acadêmica contemporânea, quase impressionista, com pinceladas soltas e expressivas, que poucos conseguem passar para a tela. Só se alcança esse nível de trabalho, quem pratica incansavelmente, estuda e persiste, pois é muito difícil o incentivo à arte em nosso país. Quem está aprendendo, deve procurar boas referências, tanto em técnica como em trabalho. Aprendendo da maneira correta, o caminho para uma boa pintura é mais curto. Meu trabalho melhorou muito depois que aprendi técnicas que me ajudaram a evoluir, tanto na pintura como no desenho. O desenho foi fundamental para minha pintura evoluir e como dizia meu pai, se você quer aprender a pintar, primeiro desenhe bastante.

DULCÍDIO FERNANDES - Estrada com ipê - Óleo sobre tela

DULCÍDIO FERNANDES - Paisagem
Óleo sobre tela - 50 x 60


Meus temas favoritos são as paisagens paranaenses. Gosto muito de abordar as araucárias (árvores típicas do Paraná). As paisagens de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas também estão em meus trabalhos. Meus projetos para o futuro: acho que todo artista gostaria que assim fosse, poder viver exclusivamente da arte, montar o próprio ateliê para aulas e produção dos trabalhos, estudar sempre e aperfeiçoar cada vez mais a própria técnica.”

DULCÍDIO FERNANDES - Paisagem com araucárias - Óleo sobre tela - 80 x 120

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

POR DENTRO DE UMA OBRA: Paul Theodor Van Brussel

PAUL THEODOR VAN BRUSSEL - Natureza morta
Óleo sobre painel - 53,9 x 40,3 - 1787

A tradição popular afirma que bons perfumes geralmente vêm em pequenos frascos. Na arte, isso não é uma regra, mas, muitos artistas já produziram pequenas obras, as quais se tornaram grandiosos trabalhos. Van Brussel faz parte desse time. Suas obras são tão finamente acabadas e possuem dimensões bem modestas, mas, o virtuosismo de sua pintura é tão acentuado, que a dimensão é apenas um detalhe. Daquele artista, do qual nem precisa falar muito, apenas apreciar.






Todos os trabalhos da pequena produção de Van Brussel são especiais, mas esse se destaca entre eles. O arranjo exuberante valoriza o desenho preciso do artista, seu pincel fluido e sua capacidade de evocar diferentes texturas. A maioria das flores apresentadas em suas pinturas eram espécies populares, prontamente disponíveis, incluindo tulipas, narcisos, papoulas, rosas e peônias, assim como as frutas de sua região. Sua preocupação com os detalhes é evidente em tudo, seja retratando a supressão de sequência de uma haste de tulipa quebrada, pequenos insetos prontos para voar, ou gotículas de água brilhando em uma folha de rosa. Esse trabalho foi produzido no ano de 1797, mesmo ano em que seria produzida uma cópia do mesmo. Muitos críticos alegam ser uma cópia feita por Johan Roedig. As reproduções não eram algo muito fácil de se fazer naqueles tempos. A fotografia ainda não havia sido inventada, para que se pudesse ter uma imagem de referência. Apenas com permissão do próprio artista, ou do novo proprietário da obra, outros artistas podiam fazer uma reprodução em várias sessões, ou esboços prévios em lápis ou nanquim.

PAUL THEODOR VAN BRUSSEL - Natureza morta com flores e frutas
Óleo sobre painel - 44,4 x 35,7 - 1789

PAUL THEODOR VAN BRUSSEL - Natureza morta
Óleo sobre painel - 62 x 47,5 - 1785

Paul Theodor van Brussel nasceu em Zuid-Polsbroek, uma cidadezinha holandesa próxima a Schoonhoven, em 1754. Ele foi o primeiro aprendiz de Jan Augustini, quando morou na cidade de Haarlem, trabalhando como designer e pintor de papéis de parede, uma inovação decorativa que tornava tradição naqueles tempos. Depois de seu casamento, em 1774, ele mudou-se para Amsterdã e se especializou na pintura de flores e frutas. Sem exagero de afirmação, o artista tornou-se um dos melhores artistas desse gênero, em seu tempo.

PAUL THEODOR VAN BRUSSEL - Natureza morta
Óleo sobre painel - 28 x 22 pol

PAUL THEODOR VAN BRUSSEL
Natureza morta com flores, frutos e ninho
Óleo sobre painel -80 x 60,6

As naturezas mortas foram muito pintadas na antiguidade clássica, em Roma e na Grécia. Durante o Renascimento, o interesse por assuntos da antiguidade acabou despertando em vários artistas a procura pela representação desse tema. Após a revolução protestante, muitos artistas do norte europeu acabaram aderindo essa temática, que fugia bastante aos temas religiosos, tão próprios da religião católica. E os holandeses, assim como Van Brussel tornaram respeitados artistas nesse ofício.

PAUL THEODOR VAN BRUSSEL - Frutas e flores
Óleo sobre painel - 78,4 x 61 - 1789

PAUL THEODOR VAN BRUSSEL - Natureza morta com frutas
Óleo sobre tela - 42,6 x 35,1 - 1793

Exemplos datados de suas pinturas são conhecidos entre os anos de 1778 e 1794. Era um artista cuidadoso, que prezava por detalhes mínimos em suas obras, o que conferia a todos os trabalhos um apelo naturalista muito grande. Ele foi claramente influenciado por Jan van Huysum. Juntamente com Jan van Os, em particular, ele foi um dos pintores que influenciaram muitos artistas após sua geração, popularizando esse tema até o final do século XVIII e início do século XIX. O design piramidal da composição e a mistura ricamente composta de frutas e flores é típica de ambos os pintores, embora em Van Brussel, O estilo de S era bastante mais linear em caráter. Ninhos de pássaro, por exemplo, são característicos de seu estilo maduro e aparecem em uma série de obras. Embora os trabalhos genuínos dele sejam agora bastante raros, Van Brussel deve ter conseguido algum sucesso em sua vida, pois um par de naturezas mortas pintado em painel, pertenceu à coleção de Willem II, da Holanda. Suas obras foram certamente copiadas ou imitadas por Johan Christian Roedig, que pode ter sido seu aluno.

PAUL THEODOR VAN BRUSSEL
Frutas e flores numa mesa de mármore
Óleo sobre painel - 77,5 x 57,8 - 1794

PAUL THEODOR VAN BRUSSEL - Flores em um vaso
Óleo sobre painel de mogno - 81,1 x 58,8 - 1792

Com uma carreira brilhante pela frente, o artista viu sua vida interrompida por um acidente, com apenas 41 anos de idade. Possivelmente um afogamento, acontecido em Amsterdã, no ano de 1795. Seus últimos trabalhos, certamente os mais refinados, pertencem atualmente a ricas coleções particulares. Um artista primoroso, que além de não produzir trabalhos em grandes dimensões, também deixou um número bem limitado deles.


ISAAC OUWATER - The St Anthony Waag, em Amsterdã
Óleo sobre painel - Cerca de 1800 - Rijksmuseum
Uma cena da cidade de Amsterdã, no período em que o artista Van Brussel viveu por ali.
Isaac Ouwater fez várias vistas da cidade e se tornou um artista famoso com elas.



sábado, 2 de setembro de 2017

RICHARD VAN MENSVOORT

RICHARD VAN MENSVOORT - Herfstlicht - Óleo sobre tela - 60 x 120

RICHARD VAN MENSVOORT - Na beira do canal - Óleo sobre tela

RICHARD VAN MENSVOORT - Pausa - Óleo sobre tela - 40 x 80

Uma pausa para o lanche, um descanso sob a sombra, pessoas indo e vindo nos afazeres do dia-a-dia... assim se constrói a temática principal dos trabalhos de Richard van Mensvoort. Realista impressionista, como gostam de classifica-lo, seus trabalhos nos trazem intimidade com a vida bucólica, os momentos raros de liberdade e com a rotina incessante dos novos tempos.

RICHARD VAN MENSVOORT - Passeio em família - Óleo sobre tela

RICHARD VAN MENSVOORT - Na cidade
Óleo sobre tela - 80 x 40

RICHARD VAN MENSVOORT - Pai - Óleo sobre tela - 70 x 50

O artista nasceu em 1972 e ainda vive na pacata cidade holandesa de Megen. O interesse pelo ser humano em sua arte remonta ao seu tempo de infância, onde não perdia oportunidade em captar qualquer cena lhe chamasse a atenção. Ele estudou publicidade e galgou uma carreira sólida em agências de seu país, até se sentir inquieto com aquilo e decidir conhecer o mundo. E assim fez! Pegou o material de desenho e pintura que tinha disponível e começou a viajar. Foi exatamente em algum lugar entre a Austrália e a Malásia quando percebeu que a pintura seria o seu único caminho futuro. Voltou para Megen e lá está até hoje.

RICHARD VAN MENSVOORT - Almoço de negócios
Óleo sobre painel - 60 x 40

RICHARD VAN MENSVOORT - Amsterdã - Óleo sobre tela - 50 x 50 cada

RICHARD VAN MENSVOORT - Sorvete de verão
Óleo sobre tela - 40 x 30

Apesar de continuar morando em sua pequena cidade, ele se inspira em diversas outras cidades e locais para compor seus temas. Ele costuma afirmar que o mundo é seu campo de jogos. Pinta aquilo que atrai e não gosta de fronteiras para isso, além de realizar retratos sob encomenda. Como um impressionista dos tempos atuais, ele utiliza o óleo como sua técnica principal. O interesse pela luz e a forma como ela se comporta nos objetos e figuras fazem o foco principal de sua obra.

RICHARD VAN MENSVOORT - Relaxando - Óleo sobre painel - 60 x 60

RICHARD VAN MENSVOORT - Um lanche rápido
Óleo sobre painel - 60 x 40

RICHARD VAN MENSVOORT - Uilenburg - Óleo sobre tela - 100 x 100

Em suas pinturas, Mensvoort busca a realidade, mas ao mesmo tempo deseja capturar a atmosfera do momento, fazendo uma narrativa individualizada de cada trabalho. Seja por inspiração ou tendo como referência as cenas que mais lhe chamam a atenção, o que importa é aquilo que cada tema lhe propõe, cada desafio extraído de cada experiência. Não se importa muito se as pessoas o rotulam como impressionista ou realista. Faz o que gosta e isso lhe basta.

RICHARD VAN MENSVOORT - Outra missão agradável - Óleo sobre painel - 50 x 50

RICHARD VAN MENSVOORT - Torre de Amsterdã
Óleo sobre tela - 120 x 100

RICHARD VAN MENSVOORT - Um caminho em Amsterdã - Óleo sobre painel - 60 x 60


Grande admirador de Isaac Israels, Joaquin Sorolla, Pieter Pander e Hans Bayens, ele se diz um ambicioso autodidata.
Já com uma boa reputação em diversos outros países, não perde tempo em expor os seus trabalhos onde a oportunidade lhe acena. Bélgica, Inglaterra, Itália... vai aonde a oportunidade surge.


PARA SABER MAIS:



sábado, 19 de agosto de 2017

SERGEY BASOV

SERGEY BASOV - Dia ensolarado no Volga - Óleo sobre tela - 60 x 100 - 2009

SERGEY BASOV - Madeiras lacustres - Óleo sobre tela - 80 x 60 - 2015

SERGEY BASOV - Recanto da Sibéria - Óleo sobre tela - 70 x 100 - 2009

A escola russa de paisagens é ainda uma das mais diversificadas existentes. Mesmo à frente com tendências e estilos bem contemporâneos, ainda é possível encontrar muitos bons artistas fiéis à antiga escola clássica de paisagens, herança dos tempos de Shishkin, Polenov, Vasiliev e tantos outros. Sergey Basov é um desses artistas que se mantém fiel à antiga tradição das paisagens clássicas russas. Considerado um dos grandes nomes do momento, nessa representação específica.

SERGEY BASOV - Lagoa - Óleo sobre tela - 2008

SERGEY BASOV - Noite no lago - Óleo sobre tela - 2004

SERGEY BASOV - Um lago na montanha - Óleo sobre tela - 140 x 180 - 2013

Sergey Basov nasceu em Yoshkar-Ola, no ano de 1964. A cidade é capital da República russa de Mari El, e foi um importante ponto de transporte e distribuição de comércio até o colapso da União Soviética. Com a desativação de muitos postos estatais da região, uma parcela enorme da população emigrou para os grandes centros. Muitos artistas se viram obrigados a deixar a região e abrigar nos centros artísticos mais disputados, como Moscou e São Petersburgo. Até hoje, ainda não foram sanados os grandes estragos dos tempos áureos da economia russa de tempos passados.

SERGEY BASOV - Costa do Kama - Óleo sobre tela - 70 x 100 - 2016

SERGEY BASOV - Luar no inverno
Óleo sobre tela - 120 x 60 - 2015

SERGEY BASOV - Noite de inverno na vila - Óleo sobre tela - 2013

Basov iniciou na vida artística em 1980, mas, por uma série de desafios que o artista precisava passar naquela época, acabou se graduando no Instituto de Aviação de Kazan, em 1987. Membro do Fundo Internacional de Arte e posteriormente membro da União Profissional de Artistas, vem prestando uma enorme contribuição ao paisagismo russo, mantendo-se fiel à antiga tradição de paisagistas do século XIX e início do século XX. Por mais que os estilos se diversifiquem e que artistas se manifestem nas mais variadas tendências, é sempre bom encontrar artistas de qualidade e que se mantém fiéis aos grandes mestres clássicos do passado. A Rússia já possuiu uma das escolas paisagísticas mais respeitadas do passado.

SERGEY BASOV - Outono - Óleo sobre tela -  70 x 100 - 2009

SERGEY BASOV - Cena pastoral - Óleo sobre tela - 2013

SERGEY BASOV - Um lago na floresta - Óleo sobre tela - 2009

Como um dos melhores representantes realistas russos desse tempo, Sergey Basov trabalha exclusivamente com arte desde os anos 1990. Atingiu um domínio técnico de pintura muito semelhante aos seus mestres de referência, e possui um bom gosto impecável e senso de estilo muito necessário para se manter em suas propostas. Diversos críticos classificam seu trabalho como maravilhosamente poético, sempre encontrando um público fiel e agradecido por ressuscitar um estilo que já rendeu tantas glórias à pintura russa.

SERGEY BASOV - Noite na floresta - Óleo sobre tela - 110 x 150 - 2017

SERGEY BASOV - Paisagem com rio - Óleo sobre tela - 70 x 100 - 2008

SERGEY BASOV - Caminho na floresta -  60 x 100 - 2009


A paisagem é venerada nas obras de Basov, em toda sua opulência. Lagos, rios, campos, montanhas, caminhos florestais e estradas rurais, nada escapa a seus olhos atentos e observadores. Sempre trabalhando em grandes dimensões, o artista cria obras de impacto e forte apelo emocional. Inevitável não associar suas obras aos seus grandes mestres de referência. Suas obras são colecionadas principalmente por russos que moram no exterior, saudosos em manter uma lembrança viva de seu país.