sábado, 12 de maio de 2018

O NASCER DE UMA IDEIA


KENNETH SOTHWORTH DAVIES - Tinteiro - Óleo sobre tela - 30,5 x 36,8 - 2004

O título é pretencioso e é assim de propósito. Na verdade, todas as ideias já “são”, estão lá apenas à espera de alguém que as traga para o mundo das consciências. Ninguém cria nada. Toda palavra já existe, toda frase preexiste no mundo das ideias. Quando concebemos e escrevemos um pensamento, estamos apenas nos colocando à disposição de uma consciência muito maior que a nossa, onde tudo já é.
Com esse texto foi assim, escrito mentalmente enquanto fazia a omelete com tapioca da manhã. Era preciso organizar as inúmeras palavras e frases que me visitaram no meio da noite, originadas numa consciência bem superior, pedindo licença para nascerem no mundo das consciências normais e cotidianas.

HENRIK NORDENBERG - O estúdio do artista
Óleo sobre tela - 56 x 39,5 - 1891

Tudo que nasce tem uma intenção de ser, até mesmo esse texto. Ele não viria à tona se não fosse para despertar algo. Seja apenas na mente de quem se dispôs a escrevê-lo, seja nas muitas possíveis mentes que venham ter acesso à sua leitura. Em quem o trouxe para o mundo das consciências normais, ele já fez mudanças. Experimento um grau maior de lucidez quando entendo e sinto tudo isso que vai surgindo a cada frase escrita. A mesma lucidez fica acessível a todos aqueles que sintonizarem e sentirem todo o teor dessa informação.
O acesso a tais informações, esses insights de lucidez, são respostas oferecidas a quem se coloca despido no campo das dúvidas. São elas, as dúvidas, o combustível para desejar evoluir na caminhada. Uma dúvida sem resposta é como uma gestação sem parto. Já o entendimento, o esclarecimento ao que era procura e escuridão, jaz como uma luz resplandecente, que ilumina o caminho de quem a acessou inicialmente e irradia para o caminho de todos os outros que se deixarem iluminar por ela. É assim que uma ideia nasce da consciência maior e habita o mundo das consciências normais cotidianas.

GEROLAMO INDUNO - A leitura - Óleo sobre tela - 70 x 87 - 1865

Dividir conhecimento é como repartir o pão. Quem alimenta a alma, nutre a vida eterna. Uma vez alimentados da luz de uma informação superior, ficamos fortes na alma, elevamos a nossa consciência e experimentamos uma parcela a mais do divino. Que a nossa fome de conhecimento nunca seja saciada! Que nossas dúvidas e disponibilidades de aprender nos levem a caminhos inimagináveis e que, todos nós, tenhamos o prazer e a paz de compartilhar do grande banquete que a todos espera.

RUDOLPH ERNST - Um mestre pensativo
Lápis e aquarela sobre papel - 57,8 x 41,3